Só o comprometimento pode salvar a nossa Igreja

Outro dia recebi um e-mail que me fez refletir sobre a crise pela qual atravessa a nossa igreja.

Ele dizia que até o ano de 2.030 a religião predominante entre nós será a muçulmana. Antes disso, já havia lido em revistas de grande circulação que os evangélicos estavam arrebatando para si aquelas pessoas indecisas que ainda não se tinham convertido verdadeiramente.

Dessa forma, estavam suplantando em número de devotos a religião católica no nosso país.

Conheço judeus que vivem a sua fé profundamente, respeitando fielmente todos os preceitos de sua crença e defendendo-a intensamente.

Já me relacionei amigavelmente com irmãos espíritas que conseguiram o meu respeito por praticarem a caridade de uma forma admirável para mim.

Então, me perguntei: o que está então faltando na nossa religião católica? Muita gente maldosa gosta de dizer que o que está ocorrendo é ainda conseqüência dos erros cometidos no passado, durante a Inquisição.

Mas se a Igreja errou (e sabemos que errou), vemos muçulmanos terroristas que matam em nome da religião; vemos evangélicos iludirem a pobreza para lucrar com dízimos para fins de enriquecimento ilícito e constatamos, com certo espanto (com todo o respeito também) que os judeus ainda estão esperando o Salvador (eles não acreditam que Jesus veio para nos salvar e por isso seguem somente os ensinamentos do Antigo Testamento).

Então, existem equívocos cometidos em todas as religiões. Mas o que está faltando no cristão católico é comprometimento.

Para freqüentar as missas, para colaborar efetivamente em eventos beneficentes em nossa comunidade, para educar os filhos na fé cristã, para tentar viver os dez mandamentos, procurando evitar tudo o que a eles se opõem.

Também precisamos de comprometimento para defender os valores de nossa igreja. Para isso, precisamos nos posicionar contra o divórcio (pois ele destrói a família, que é o grande projeto de Deus); contra o aborto, a eutanásia, o abandono de crianças e velhos, sempre fazendo uma opção por uma sociedade mais justa e solidária.

Só assim nossa religião se fortalecerá e voltará a crescer numericamente: quando a defendermos com todas as nossas forças, divulgando a sua beleza, que advém do grande exemplo que foi Jesus, nosso Salvador.


Andréa Spini Vasconcelos é catequista da 3ª etapa na Igreja N. Sra. das Graças-Uberlândia.


Veja Mais

 

O que é Tempo Comum?


 

O que é O Ano Litúrgico?


 

Bem-aventurados


 

Qual o significado das letras JHS inscrita nas hóstias?